Area for customer | login: password:

18.02.2008

INTERVIEW – World ethanol industry faces consolidation

HAMBURG, – The world ethanol industry is passing through a period of consolidation in 2008, especially due to high costs with grains and the excess of productive capacity, Christoph Berg, director of F.O. Licht consultants, stated on Tuesday. However, during a F.O. Licht conference, he added that the sector can expect better days in 2009 when new laws requiring an increase in the use of biofuels will go into effect in various countries.

The dramatic increase in the global prices of grains has jeopardized many producers who chose grains as raw material when they were much cheaper, he stated. “The industry will certainly face a phase of consolidation this year and next year”, Berg informed. “The rise in world prices of grains fed the production costs of ethanol. The rapid expansion of the industry in the last years has also resulted in a certain level of excess capacity and the battle for markets is now fought at the cost of profit margins. From the economic point of view, the good times haven’t started yet. But I believe that we should have an improvement in 2009 and 2010.

The continuous increase in the prices of grains will probably lead to an expansion in the global planted area and at the same time, to mandatory measures, especially those that oblige the mixture of ethanol and of other biofuels (to fossil fuels) in various regions. This will lead to an advance in demand which will at least allow the existing ethanol plants to use their operational capacity.”

Berg believes that the biodiesel industry will be affected more by consolidation in the short run than the ethanol industry will be.

Some fusions between the producers of fuel alcohol are probable during 2008 due to the initiative by the sector to reduce the impact of the high prices of grains by incrementing the volume of production.

In the short run, the global industry also faces the intense competition of ethanol exportations from Brazil which is produced from sugar cane, he confirmed.

“The increase in the costs of sugar as a raw material was not as accentuated as for grains so that the alcohol produced from sugar is much cheaper than that produced from a grain base.

Last year, Brazil exported more than a billion litres to Europe alone, more than ever before, of which 850 million litres were destined to the fuels sector.

This certainly will not end in 2008 and we will again see an ample volume of exports from Brazil, since the ethanol produced from sugar has such a competitive price.

The manufacturers of ethanol in various regions, especially in Europe, should also use sugar cane as raw material.

“This will certainly happen”, Berg added. “Crop Energies, the largest ethanol producer in Germany, has already started.”

“But this may not be a good response in the long run. Europe had an excellent sugar beet crop this winter, although this may not be the case next year.

The reduction in subsidies and the support of the market with production quotas in the European Union (EU) may cause a fall in the production of beets.
However, with the abundant harvest of winter beets in Europe, some regions – such as Germany – produced more sugar than they could sell under the system of EU quotas, which correspond to the necessities of the food industry.

In the short run, there are few visible uses for the great volumes of sugar produced from this years harvest other than for manufacturing ethanol.
(By Michael Hogan)


ENTREVISTA-Indústria mundial de etanol enfrenta consolidação

HAMBURGO, - A indústria mundial de etanol passa por um período de consolidação em 2008, principalmente devido aos custos altos com grãos e ao excesso de capacidade produtiva, disse Christoph Berg, diretor da consultoria F.O. Licht na terça-feira.

No entanto, o setor pode esperar por dias melhores em 2009, quando novas leis que obrigam o aumento do uso de biocombustíveis passam a vigorar em diversos países, acrescentou, durante uma conferência da F.O. Licht.

O aumento dramático nos preços globais dos grãos prejudicaram muitos produtores, que escolheram os grãos como matéria-prima enquanto eles estavam mais baratos, disse ele.

"A indústria certamente enfrentará uma fase de consolidação neste ano e no próximo", disse Berg. "A elevação nos preços mundiais dos grãos alimentou os custos de produção de etanol."

"A rápida expansão da indústria nos últimos anos também resultou em um certo nível de excesso de capacidade, e a batalha por mercados agora é feita às custas das margens de lucro."

"De um ponto de vista econômico, os bons tempos ainda não começaram. Mas acredito que em 2009 e 2010 podemos ter uma melhora."

"O contínuo aumento dos preços dos grãos provavelmente conduzirá a uma expansão da área plantada global e ao mesmo tempo medidas mandatórias, especialmente as que obrigam a mistura de etanol e de outros biocombustíveis (aos combustíveis fósseis) em diversas regiões."

"Isto levará ao avanço da demanda que, no mínimo, permitirá que as usinas de etanol já existentes utilizem sua capacidade operacional."
Berg acredita que a indústria de biodiesel será mais afetada pela consolidação no curto prazo do que a indústria de etanol.

Algumas fusões entre produtores de álcool combustível são prováveis durante 2008, frente à iniciativa do setor de reduir o impacto dos preços altos dos grãos por meio de um incremento no volume de produção.

A indústria global também enfrenta, no curto prazo, a intensa competição das exportações de etanol do Brasil, produzido a partir da cana-de-açúcar, afirmou.

"Os custos do açúcar como matéria-prima não tiveram uma alta tão acentuada como os dos grãos, de forma que o álcool produzido a partir do açúcar é muito mais barato do que o fabricado com base em grãos."

"No ano passado, o Brasil exportou mais de um bilhão de litros apenas para a Europa, mais do que nunca, dos quais 850 milhões de litros foram destinados ao setor de combustíveis."

"Isto certamente não acabará em 2008 e novamente veremos um amplo volume de exportações do Brasil, já que o etanol produzido a partir do açúcar tem um preço tão competitivo."

Os fabricantes de etanol em diversas regiões, especialmente na Europa, também devem utilizar a cana como matéria-prima.
"Isto acontecerá com certeza", acrescentou Berg. "A CropEnergies, maior produtora de álcool da Alemanha, já começou."
"Mas esta pode não ser uma resposta boa no longo prazo. A Europa teve uma excelente safra de açúcar de beterraba neste inverno, mas este pode não ser o caso no ano que vem."

A redução dos subsídios e do apoio ao mercado com cotas de produção na União Européia (UE) podem provocar uma queda na produção de beterrabas.
Porém, com a abundante safra de beterraba de inverno na Europa, algumas regiões -- como a Alemanha -- produziram mais açúcar do que poderiam comercializar pelo sistema de cotas da UE, que correspondem às necessidades da indústria alimentícia.

No curto prazo, havia poucos fins visíveis para os grandes volumes de açúcar produzidos na safra deste ano além da fabricação de etanol.
(Por Michael Hogan)

REUTERS