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07.06.2008

Amorim requests the total elimination of agricultural subsidies

PARIS, June (Reuters) – Subsidies that distort the sale of agricultural products should be abolished, although it will be impossible to implant this measure in the present round of world negotiations on free-commerce, the Minister of Foreign Relations, Celso Amorim, stated on Thursday.

Amorim said that subsidies are among the main factors responsible for the world food crisis, which lessens people’s confidence in the market.

The Minister is in the French capital where he is participating in a meeting with ministers from the commercial powers to try to maintain the chances of success of the Doha Round.

Even in Brazil, which has a vast and efficient agricultural production, people are starting to say that the company should only try to reach auto-sufficiency, the minister informed in a collective interview.

“Even if we don’t do this during this round….there should be a political compromise for the total elimination of subsidies which distort commerce”, Amorim evaluated.

The subsidies of rich country, such as the USA and European Union, protect the producers from world variations in prices, but also cause the producers from poor countries to leave the market.

Amorim gave Haiti, where Brazil coordinates the United Nations peace keeping troops, as an example.

The Caribbean country had huge rice crops 20 years ago, but protection of the producer disappeared on account of bad administration and the importation of subsidized rice. Presently prices are high and the scarcity of rice has caused the revolt of the Haitian population.

“Instead of rice, we had protests in Haiti – protests which brought down the first minister” he added.
Large cuts in the subsidies were proposed during the negotiations of the Doha Round of the World Business Organization (WBO), although they are waiting for a decision by rich and poor countries about the extent of the reductions.

According to Amorim, the recent increase in food prices – which makes it more costly for governments to assist the producer – curtailed the counter offers of the rich countries in the Round in view of the opening offers of developing countries.

“With the high prices of agricultural commodities and the continuing tendency, the offers made by both sides in relation to sensitive products are less attractive than they would have been two years ago”, he considers.
“We are still prepared to finalize (the negotiations), but we have to be realistic about the price we will charge for it.”

Previously, the commissary to the European Union for Business, Peter Mandelson, criticized the countries that focused the discussions on free commerce in agriculture and lessened the importance of other important sectors, such as industrial goods.

Amorim, however, stated that the main distortions are in the area of agricultur

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Amorim pede eliminação total dos subsídios agrícolas

PARIS, junho (Reuters) - Os subsídios que distorcem o comércio de produtos agrícolas devem ser abolidos, apesar de não haver possibilidade de implantação dessa medida na atual rodada de negociações mundiais sobre o livre-comércio, afirmou o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, na quinta-feira.

Amorim disse que os subsídios estavam entre os principais fatores responsáveis pela crise mundial de alimentos, que diminuía a confiança das pessoas no mercado.

O chanceler está na capital francesa, onde participa de uma reunião com ministros das potências comerciais para tentar manter as chances de sucesso da Rodada de Doha.

Até no Brasil, que possui uma vasta e eficiente produção agrícola, as pessoas começam a dizer que o país deveria apenas tentar atingir a auto-suficiência, afirmou o ministro em uma entrevista coletiva.

"Mesmo se não fizermos isso nesta rodada ... deve haver um compromisso político para a total eliminação de subsídios que distorcem o comércio", avaliou Amorim.

Os subsídios em países ricos, como os EUA e a União Européia, protegem os produtores das variações mundiais nos preços, mas também provocam a saída de produtores de países pobres do mercado.

Amorim citou como exemplo o Haiti, onde o Brasil coordena tropas da força de paz da Organização das Nações Unidas.

O país caribenho possuía uma grande safra de arroz 20 anos atrás, mas a proteção ao produtor desapareceu por conta de administrações ruins e de importações de arroz subsidiado.

Atualmente, os preços estão elevados e a escassez do cereal provocou revolta na população haitiana.

"Em vez de arroz, tivemos protestos no Haiti -- protestos que derrubaram o primeiro-ministro", acrescentou.

Grandes cortes nos subsídios foram propostos durante as negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), apesar de aguardarem uma decisão dos países ricos e pobres sobre a extensão das reduções.

Segundo Amorim, o recente aumento nos preços dos alimentos -- que torna mais caro para os governos o auxílio ao produtor -- diminuiu as contrapartidas dos países ricos na Rodada diante das ofertas de abertura dos países em desenvolvimento.

"Com os preços altos das commodities agrícolas e a tendência de continuidade desta alta, as ofertas de ambos os lados relacionadas aos produtos sensíveis são menos atraentes do que poderiam ser dois anos atrás", avaliou.

"Ainda estamos preparados para finalizar (as negociações), mas temos de ser realistas sobre o preço que cobraremos por isso."

Anteriormente, o comissário da UE para o Comércio, Peter Mandelson, criticou os países que focalizavam as discussões sobre o livre-comércio na agricultura e diminuíam a importância de outros setores importantes, como o de bens industriais.

Amorim, no entanto, afirmou que era na área agrícola que residiam as principais distorções

REUTERS