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30.07.2008

Doha talks fail after an agricultural impasse

By Williams Schomberg and Robin Pomeroy

GENEVA, 29th July (Reuters) – The marathon of talks in the Doha round failed to reach an agreement on Tuesday after nine days of intense, but fruitless, negotiations.

“We were very close to a conclusion” the United States trade representative, Susan Schwab, told journalists after the countries were not able to come to an agreement about the extent of measures to protect farmers in poorer countries.

“The United States is still committed to the Doha round. It’s not time to talk about the collapse of the round”, Schwab added, appearing frustrated. “The U.S. commitments remain on the table, awaiting reciprocal responses”.
Foreseeing the collapse in the talks, the Trade Minister of New Zealand, Phil Goff, was still hopeful that the negotiations can continue sometime in the future. “I hope … that everything that was won during the week can be used as a base for the future”, he said.

But the collapse in negotiations may delay any world agreement on the liberation of trade for several years, specialist alert.

The talks for a global trade agreement started in 2001, just after the September 11th attacks, in the hope of giving the world economy a boost and helping poorer countries.

There is now the risk of more years of setbacks on account of the presidential election in the U.S. in November and other factors.

Washington opposed an attempt by India, China and Indonesia to insure measures to protect their farmers in case of a sudden increase in the volume of imported foodstuffs.

Earlier, the European trade commissioner, Peter Mandelson, had instigated negotiators to reach an agreement.
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Negociações sobre Doha fracassam com impasse agrícola

Por William Schomberg e Robin Pomeroy

GENEBRA, 29 de julho (Reuters) - A maratona de conversas sobre a Rodada de Doha fracassou nesta terça-feira em alcançar um acordo, após nove dias de intensas mas infrutíferas negociações.

"Nós estivémos tão perto de concluir", afirmou a jornalistas a representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, depois que os países não conseguiram chegar a um acordo sobre a extensão das medidas para proteger a agricultura nos países mais pobres.

"Os EUA continuam comprometidos com a Rodada de Doha. Não é o momento de falar sobre o colapso da rodada", acrescentou Schwab, que aparentava frustração. "Os compromissos dos EUA continuam na mesa, esperando respostas recíprocas."

Com a previsão de fracasso das conversas, o ministro do Comércio da Nova Zelândia, Phil Goff, mantinha esperança de que as negociações possam continuar em algum momento à frente. "Eu espero... que o que foi conquistado esta semana possa ser usado pelo menos como base para o futuro", disse.

Mas o colapso nas negociações pode atrasar qualquer acordo global sobre liberação do comércio por vários anos, alertam especialistas.

As negociações para um acordo comercial global começaram em 2001, logo após os ataques de 11 de setembro, na expectativa de impulsionar a economia mundial e ajudar os países mais pobres.

O risco de mais anos de atraso ocorre agora por conta da eleição presidencial nos EUA em novembro e outros fatores.

Washington se opôs a uma tentativa de Índia, China e Indonésia de assegurar medidas para proteger seus agricultores em caso elevação repentina nos volumes de importação de alimentos.

Mais cedo, o comissário europeu de comércio, Peter Mandelson, instou as partes a buscar um acordo.

REUTERS