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04.08.2009

Cotações do açúcar e café disparam nos EUA

No caso do açúcar, as poucas chuvas sobre as regiões produtoras de cana da Índia também deram suporte às cotações.

Os preços futuros do açúcar e do café tiveram forte alta nas bolsas internacionais ontem sustentados por fatores macroeconômicos que sinalizam que a recessão global pode estar perto do fim e também por fundamentos de mercado. No caso do açúcar, as poucas chuvas sobre as regiões produtoras de cana da Índia também deram suporte às cotações. Já o café teve influência também do atraso da colheita no Brasil, maior produtor e exportador global do grão.

Os contratos do açúcar demerara para janeiro encerraram a 19,75 centavos de dólar por libra-peso, em Nova York, com alta de 51 pontos. Em Londres, os contratos do refinado para dezembro fecharam a US$ 512,70 a tonelada, com alta de US$ 10,40. Os preços do açúcar refinado atingiram ontem o maior patamar dos últimos 25 anos, impulsionados pelo clima adverso na Índia, de acordo com o "Financial Times". Com a quebra da produção, a Índia está importando açúcar para suprir seu mercado. O governo estendeu a isenção de tarifa de importação do produto.

As notícias de recuperação da economia americana também deram suporte aos preços do café nas bolsas internacionais. Em Nova York, os contratos do arábica para dezembro encerraram a US$ 1,3615 a libra-peso, com alta de 515 pontos. Em Londres, os contratos do robusta fecharam a US$ 1.538 a tonelada, com aumento de US$ 13. "O mundo está sorrindo esta manhã [segunda-feira]", disse Rodrigo Costa, da Newedge, corretora de commodities de Nova York, à Bloomberg, referindo-se aos dados positivos do mercado.

O algodão também subiu na esteira das boas notícias globais e com a desvalorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras, o que aumenta a demanda por commodities. Ontem, os preços futuros do algodão para dezembro fecharam a 62,59 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com aumento de 257 pontos. A China tem sido apontada como forte candidata para importar o algodão americano, fator que também tem sustentado as cotações da pluma.

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